DESPRESIDENCIALISMO NO BRASIL

NA CRISE, NOSSAS INSTITUIÇÕES RESISTEM, REINVENTAM-SE E FUNCIONAM

1. A maioria da população apóia  o confinamento e as restrições ao comércio por decisão do governo federal e pela quase totalidade dos governadores

2. Bolsonaro, desde o fracasso de seu apelo a uma manifestação de massa para fechar o Congresso o Supremo e os partidos, adotou um ativismo militante contra a politica de saúde pública adotada por seu próprio governo

3. O governo – encabeçado pelo vice e os principais ministros palacianos, com apoio das Forças Armadas, dos líderes do Congresso e da grande maioria da classe política – desautorizou seu presidente e endossou publicamente a política do Ministério da Saúde

4. Bolsonaro posou de estadista por uma noite, fez um pronunciamento de conciliação e logo ameaçou decretar o fim do confinamento e demitir os ministros que não o obedeciam

5. No dia 6, anuncia de manhã que vai demitir o ministro da Saúde, o ministério se reúne e, no fim da tarde, confirma sua permanência no ministério.

6. Desde o início, a conduta do presidente deixou claro que governar o país não estava entre seus objetivos. Estávamos nos acomodando com a ideia de que o governo, entre erros e desacertos, conseguia se manter sem o presidente. Poderá, agora, manter-se contra o presidente? Por quanto tempo?

Excuse my French, mas o texto abaixo foi improvisado para responder ao pedido de um site estrangeiro. Não tive tempo de traduzir.

Since early February, the Brazilian public opinion and the media have been focused on the spreading of the novel corona virus and its consequences for the people’s health and for the economy. Recent polls show a strong support for the government’s health policies, including social isolation, closure of shops and restriction to public meetings and gatherings.

From mid-February on, president Bolsonaro started opposing publicly his own government’s measures to fight the pandemic. On March 15, he joined a protest challenging the government’s directives and then joined crowds in open disobedience to local, state and federal orders.

The bulk of his administration, including the vice-president, the military and the speakers of both the Lower and the Higher Chambers, stated publicly that the government’s policy was that of the Minister of Health (and not his). After having threatened to fire a number of ministers, and to sign Executive Orders canceling the current policies, he announced yesterday morning the dismissal of the minister of Health. Later in the evening, after a ministerial meeting, the minister of health announced that he was not leaving.

Everything points to a tacit understanding among the cabinet ministers, the parliament and the political leadership in order to maintaining, for the time being, the president’s term, though without his presidential powers.

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